O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira (30/10) a condenação de dois cidadãos chineses por espionagem. Liren “Ryan” Lai, de 40 anos, e Yuance Chen, de 39 anos, foram sentenciados a 30 meses de prisão e três anos de liberdade condicional supervisionada após confessarem os crimes.
Segundo a acusação, eles atuaram como agentes infiltrados desde maio de 2021 e foram presos em junho de 2025. As atividades incluíam troca de informações sobre segurança nacional, coleta de dados sobre militares e instalações americanas e auxílio no recrutamento de informantes dentro das Forças Armadas dos EUA.
Entre as provas citadas estão fotografias da Base Naval de Kitsap, em Bremerton, Washington, e imagens e vídeos de recrutas militares e marinheiros da ativa em um posto de recrutamento da Marinha no sul da Califórnia. Eles também coletaram informações pessoais de identificação de um funcionário da Marinha dos EUA e mantiveram dados biográficos detalhados sobre militares considerados potenciais alvos de inteligência.
John A. Eisenberg, procurador-geral adjunto para Segurança Nacional, afirmou que Lai e Chen participaram de um esquema de longa duração para minar a segurança nacional dos Estados Unidos, apoiando operações de inteligência chinesas e recrutamento no país.
Roman Rozhavsky, diretor assistente da Divisão de Contraespionagem e Espionagem do FBI, declarou que os esforços do governo chinês para se infiltrar nas forças armadas demonstram até onde ele está disposto a ir para ameaçar a segurança nacional dos EUA, mas subestimaram o compromisso do FBI em frustrar atividades ilegais e responsabilizar seus agentes.



