A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), divergiu do colega Alexandre de Moraes durante o julgamento da ação penal no plenário virtual e votou por uma pena de um ano de prisão para o eletricista Willian Fonseca Amorim, de 50 anos, condenado a 14 anos por participação nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.
Cármen considerou que não há provas suficientes para condená-lo pelos crimes mais graves relacionados aos ataques às sedes dos Três Poderes, sustentando que não ficou demonstrado que ele tenha invadido prédios públicos, depredado patrimônio ou incentivado diretamente outras pessoas a praticar os ataques.
A pena proposta pela ministra seria de um ano de reclusão em regime inicial aberto, com substituição da prisão por penas restritivas de direitos, além de 20 dias-multa e medidas como prestação de serviços à comunidade e participação em curso sobre democracia e Estado de Direito.
Prevaleceu o voto de Moraes pela condenação por cinco crimes: golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, totalizando 14 anos de pena.
Willian foi preso inicialmente em 9 de janeiro de 2023, no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, um dia após os ataques às sedes dos Três Poderes.



