Na noite de 31 de julho de 2024, durante o aquecimento do Clube do Remo para a partida contra o Coritiba no Estádio Mangueirão, em Belém, a torcida organizada exibiu bandeiras modificadas com referências aos candidatos políticos Hana Ghassan, Helder Barbalho, Chicão e Tonhão, evidenciando uma estratégia de alinhamento político que ressalta a influência da agremiação no cenário eleitoral paraense. O s atos ocorreram no estacionamento do local, onde centenas de torcedores se reuniram para o tradicional "esquenta", momento em que a manifestação simbólica foi registrada por vídeo e repercutida amplamente nas redes de comunicação.
Contexto Institucional e Histórico da Manifestação Política
A apuração jornalística confirmou que as bandeiras, tradicionalmente utilizadas pela torcida organizada do Remo, foram adaptadas para exibir os nomes dos quatro candidatos – Hana Ghassan (MDB), Helder Barbalho (MDB), Chicão (União Brasil) e Tonhão (MDB) –, em clara demonstração de apoio ao grupo político majoritário no Estado. O vídeo circulando em aplicativos de mensagem comprova a presença das insígnias no perímetro do Mangueirão, antes do início da partida pela Série A do Campeonato Brasileiro, enquanto a Diretoria do Remo afirmou que o episódio está sob análise para eventuais medidas disciplinares.
Nos últimos anos, a torcida do Remo tem mantido uma relação de afinidade com o grupo político que domina a cena paraense, especialmente com o MDB, tendo organizado atos de apoio em campanhas anteriores; a atual manifestação se insere em um contexto de intensas articulações eleitorais para as eleições estaduais de 2024, período em que o partido busca consolidar sua base diante da crescente concorrência de outras legendas.
A torcida do Remo exibiu, no estacionamento do Mangueirão, bandeiras com os nomes de quatro candidatos políticos em pleno aquecimento da partida contra o Coritiba.
Repercussão Jurídica e Estratégica nos Jogos e na Politica Paraense
As manifestações geraram reações imediatas da Justiça Eleitoral e da Controladoria-Geral da União, que acionaram o Ministério Público para apurar se houve violação ao caráter democrático da disputa eleitoral e ao uso indevido de recursos públicos vinculados ao clube; ao mesmo tempo, o Conselho Federal do Remo acionou os órgãos competentes para avaliar a conduta da diretoria e dos líderes torcidios como possível infração ao estatuto associativo.
Especialistas em comunicação política apontam que o gesto simboliza uma tentativa de fortalecer a visibilidade dos candidatos junto à base azulgrana, mas também corre o risco de polarizar o debate esportivo e eleitoral, especialmente num momento em que o clube luta para evitar o rebaixamento na Série A.



