Em 19 de setembro, o candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, assinou durante agenda de campanha no Jardim Paulista uma carta de compromisso da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, estabelecendo 11 princípios para a utilização do Selo de Apoio nas eleições de 2026 e reforçando a separação entre fé religiosa e processo eleitoral.
Contexto Institucional e Histórico da Aliança
A cerimônia ocorreu em um hotel localizado na alameda homônima, com a presença de cerca de 25 representantes de diversas denominações evangélicas — entre elas batistas, metodistas e presbiterianas —, reunidos 15 dias antes do primeiro turno das eleições estaduais, em um momento estratégico em que Haddad enfrenta resistência em segmentos conservadores.
O encontro foi organizado pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, instituição criada em 2016 com foco em promover a democracia, os direitos humanos e políticas sociais voltadas às camadas mais vulneráveis da sociedade, consolidando-se como ator relevante no cenário político-electoral brasileiro.
A assinatura autoriza o uso do Selo de Apoio da Frente em 2026, após Haddad comprometer-se com 11 princípios que garantem o respeito à laicidade do Estado e à liberdade religiosa.
Repercussão Jurídica e Estratégica da Adesão
As exigências previstas no documento incluem a proibição de uso de templos ou liturgias para propaganda eleitoral, o respeito ao resultado das urnas e a defesa da igualdade de gênero por meio de políticas contra o feminicídio, assédio e desigualdade salarial, além da condição explícita de apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva como pré-requisito para a concessão do selo.
Ao reiterar posicionamento contrário ao uso religioso na campanha e ao criticar Tarcísio por ausência em debates, Haddad reforça sua estratégia de construir uma agenda inclusiva, mesmo diante da polarização entre os dois candidatos nas eleições presidenciais.



