Na madrugada de segunda-feira (7/9), a vizinhança do Itapoã (DF) testemunhou um crime brutal que vitimou Flávia Gomes da Silva, de 35 anos, morta a facadas por seu companheiro Anderson Gonçalves, 44 anos, após ele ter fugido do local e sido preso na terça-feira (8/9) por volta das 7h, próximo à 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), enquanto o eletricista e socorrista O desvaldo Alves Cardoso, 30 anos, prestou os primeiros socorros à vítima até a chegada dos bombeiros e permaneceu no local até o momento da constatação do óbito.
Contexto Institucional e Histórico do Crime
O eletricista e socorrista O desvaldo Alves Cardoso relatou à imprensa que ouviu os gritos de Flávia e sua filha de 4 anos, de apenas quatro anos, quando retornava do mercado, momento em que a abordou em estado de choque com o coração ainda batendo, iniciando assim os primeiros socorros até a chegada das equipes de emergência.
Testemunhas e familiares confirmam que o casal mantinha relação desde 2017, com frequência assídua do agressor na residência da vítima, apesar de não residirem oficialmente juntos, e que a vítima havia manifestado desconforto com o comportamento do agressor em duas ocasiões distintas sem registrar formalmente denúncia.
A filha de Flávia foi retirada do local por um vizinho antes dos primeiros socorros, enquanto o crime ocorreu na frente da criança de quatro anos que testemunhou o desfecho trágico sem intervenção imediata.
Flávia Gomes da Silva morreu com o coração ainda batendo no local após ser atingida por múltiplas facadas na presença da filha de quatro anos
Repercussão Jurídica e O peracional das Investigações
O Ministério da Justiça e Segurança Pública acionou as forças policiais para investigar o caso como feminicídio qualificado, com base no artigo 121 do Código Penal, enquanto a delegacia responsável pelo caso coletou depoimentos de testemunhas e laudos periciais para esclarecer os elementos materiais do crime.
O advogado defensor de Anderson Gonçalves tentou protocolar a entrega do cliente à autoridade policial na manhã seguinte ao crime, mas o próprio suspeito foi apprehendido antes da formalização da ocorrência, configurando flagrante delito em flagrante.



