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Política

Gastos de campanhas nas eleições de 2026 somam R$ 11,03 bilhões, aponta TSE

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 03:40
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Gastos de campanhas nas eleições de 2026 somam R$ 11,03 bilhões, aponta TSE
Fatos Rápidos da Notícia
  • Gastos totais das campanhas chegaram a R$ 11,03 bilhões em 2026
  • Despesas caíram R$ 2,36 bilhões em relação a 2022
  • Doações a candidatos e partidos foram a maior categoria individual
Resumo Editorial

O montante destinado às candidaturas neste ano foi inferior ao registrado em 2022, com destaque para os repasses à Meta e a predominância de doações entre candidatos e partidos como principais despesas.

Os gastos de candidatos nas eleições deste ano somaram R$ 11,03 bilhões, valor R$ 2,36 bilhões menor que o registrado no pleito de 2022, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgados até a última sexta-feira (30). O levantamento abrange despesas de campanhas para Presidência da República, Senado Federal, Câmara dos Deputados, deputados estaduais e distritais.

Entre as categorias de maior expressão, as doações financeiras a outros candidatos e partidos representaram cerca de 52% do total, somando R$ 5,72 bilhões. Em seguida aparecem publicidade por materiais impressos (R$ 976 milhões), serviços prestados por terceiros (R$ 795 milhões), atividades de militância e mobilização de rua (R$ 662 milhões) e despesas com pessoal (R$ 538 milhões).

O professor de Direito da UnB Murilo Borsio Bataglia afirma que o destino dos investimentos mudou com o avanço das plataformas digitais, embora todos os gastos devam respeitar regras de financiamento, limites legais e exigências de transparência e prestação de contas à Justiça Eleitoral. Segundo ele, esses recursos buscam alcançar o eleitor e transformar verbas em visibilidade, engajamento e mobilização política.

A advogada e especialista em direito eleitoral Mariana Steinmetz lembra que os candidatos podem declarar os gastos até a primeira quinzena de novembro, o que pode elevar os custos finais. Ela também associa a redução ao fato de 21 estados terem definido a eleição para governador já no primeiro turno, evitando novos gastos com uma segunda etapa. Por lei, as despesas do primeiro turno devem ser declaradas até 3 de novembro e as do segundo turno até 14 do mesmo mês.

O Facebook, da Meta, foi a plataforma digital que mais recebeu recursos eleitorais neste ano: R$ 352 milhões em 28,6 mil contratos relacionados ao impulsionamento digital. O valor representa um salto de 272% frente a 2022, quando as movimentações somaram R$ 129 milhões em cerca de 19,4 mil contratos. Para o cientista político Gustavo Ribeiro, as redes sociais se consolidaram como o principal campo de batalha da disputa presidencial.

O orçamento das campanhas tem entre suas origens o FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), que totalizou R$ 4,91 bilhões neste pleito. PL (R$ 882 milhões), PT (R$ 615 milhões) e União Brasil (R$ 526 milhões) lideraram os recebimentos por maior representação no Congresso Nacional. Os partidos também receberam R$ 5 bilhões do fundo partidário, divididos entre 30 siglas. Outras fontes incluem repasses de partidos ou outros candidatos (R$ 5,66 bilhões), doações de pessoas físicas (R$ 883 milhões) e doações próprias (R$ 175 milhões).

O cientista político Gustavo Ribeiro ainda lembra que as eleições foram marcadas por denúncias envolvendo a Meta, acusada de tentar interferir no processo eleitoral brasileiro em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

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