Em 18 de setembro, a Polícia Civil de Minas Gerais cumpriu mandado de prisão cautelar contra uma policial investigada pela suspeita de forjar um flagrante policial contra pai e filho em Belo Horizonte, após a Justiça ter revogado a prisão preventiva dos dois no dia anterior, em decisão que considerou a necessidade de esclarecimento sobre a validade das evidências.
Contexto Institucional e Procedimentos da Investigação
A investigação, conduzida pela Corregedoria Geral de Polícia Civil e sob sigilo, apurou indícios de possível manipulação de dados durante o flagrante registrado em julho, quando pai e filho foram detidos após suposta operação de busca e apreensão na Avenida O tacílio Negrão de Lima, na Pampulha.
A autoridade judicial responsável, juíza Fernanda Chaves Carreira Machado, entendeu que a prisão cautelar não era indispensável devido à fragilidade das provas apresentadas e à ausência de contato direto com perito na apreensão do armamento e das drogas.
A justiça determinou que a prisão cautelar não é indispensável por conta da fragilidade das evidências e da necessidade de aprofundamento probatório.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos da Apuração
A defesa da policial alvo da prisão cautelar ainda não se manifestou publicamente, enquanto a PCMG informou que três agentes envolvidos na operação seguem sob investigação disciplinar por suspeitas de condutas irregulares durante as buscas.
Com a revogação da prisão preventiva, o pai e o filho foram liberados sob condições de monitoramento, mas permanecem sob investigação para esclarecer eventuais fraudes no procedimento policial que culminou na apreensão de arma de uso restrito e substâncias ilícitas.



