O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e a Polícia Federal encontram-se em fase avançada de avaliação para a implantação de um sistema antidrones no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, com a finalidade de identificar e neutralizar aeronaves não tripuladas que invadam o espaço aéreo do terminal, em resposta à crescente série de 52 ocorrências registradas neste ano, das quais 14 ocorreram no próprio aeroporto, colocando em evidência a vulnerabilidade das rotas aéreas diante da ausência de mecanismos eficazes de contenção.
Avaliação Técnica e Contexto das O corrências
A apuração realizada pelo Decea, em conjunto com a Polícia Federal, revelou que as 52 ocorrências com drones registradas até o presente ano representam um aumento significativo na frequência desses incidentes, com 14 casos ocorridos no Aeroporto Internacional de Guarulhos, gerando interrupções operacionais críticas, como a suspensão temporária das atividades aeroportuárias em 20 de agosto, quando 20 voos foram atrasados e oito cancelados, afetando 4.9 mil passageiros.
Conforme o superintendente da Anac, Giovano Palma, a neutralização efetiva dos drones depende da atuação conjunta da Anatel, responsável por definir as regras e autorizações para o uso de bloqueadores de radiofrequência, o que evidencia a complexidade institucional envolvida na implementação do sistema antidrones, atualmente inexistente em qualquer aeroporto brasileiro.
Foram registradas 52 ocorrências com drones que impactaram a aviação regular neste ano, das quais 14 ocorreram no aeroporto de Guarulhos.
Repercussão Institucional e Desafios O peracionais
Segundo Tadeu Neves, gerente de operações da GRU Airport, o termo de referência para o sistema antidrones já foi encaminhado à Anac e ao Decea, com prazo estabelecido até o final do mês para devolução das observações necessárias à elaboração dos processos licitatórios que definirão o investimento estimado.
Giovano Palma ressalta que o modelo atual de acionamento para situações de avistamento de drones ainda é insuficiente, limitando-se a um único fluxo operacional que não contempla as múltiplas demandas exigidas pelo novo sistema antidrones.



