A pesquisa Datafolha, encomendada pela TV e e registrada no TSE sob o código BR-03669/2026, revelou que 47% dos eleitores brasileiros declaram rejeição total à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), enquanto 45% manifestam a mesma indecisão em relação ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com os percentuais quase equivalentes à diferença de votação efetiva identificada no segundo turno.
Contexto Institucional e Metodológico da Pesquisa
A investigação, conduzida entre 1º e 2 de agosto com amostragem de 2.002 eleitores em 125 municípios do país, possui margem de erro de dois pontos percentuais e destaca-se como um dos barômetros mais precisos do cenário eleitoral brasileiro, considerando o nível de confiança estatística e a amplitude geográfica da amostra.
O s dados, divulgados em 3 de setembro, indicam que a rejeição a ambos os principais candidatos permanece elevada mesmo após ajustes na intenção de voto registrada em pesquisa anterior realizada em 21 de agosto, quando os percentuais de indecisão foram ligeiramente menores para Flávio Bolsonaro (46%) e mantidos para Lula (45%), evidenciando estabilidade relativa na antipatia do eleitorado em relação aos dois líderes partidários.
Quase metade dos eleitores se declara incapaz de votar em nenhum dos dois principais candidatos à Presidência, sinalizando profunda descontentamento com a polarização política nacional.
Repercussão Política e Desafios Eleitorais
As consequências dessa rejeição dupla colocam em evidência o cenário de elevado grau de insatisfação com a representatividade dos partidos tradicionais, o que pode influenciar decisivamente o desenrolar do segundo turno, já que a ausência de apoio firme a qualquer um dos candidatos pode gerar fuga de votos para candidatos menores ou undecididos.
O resultado coloca o Datafolha em posição estratégica para monitorar eventuais oscilações na preferência real do eleitor, sobretudo porque os números do segundo turno (Lula 46% x Flávio Bolsonaro 44%) sugerem um embate técnico que pode ser decisivo para a formação da maioria absoluta no colégio eleitoral.



