Na contenda política de Penápolis, cidade de 63.317 habitantes no interior paulista, a agente comunitária de saúde Elaine Cristina dos Santos Triveloni acusa o prefeito Carlos Henrique Rossi Catalani (PSD) e a vice-prefeita Mirela Fink Hassan Rufato (Podemos) de orquestrarem, por meio do chefe de Cultura Armando Soares, pressões para o fechamento do grupo 'Língua Solta Penápolis' no Facebook, que reúne mais de 12 mil membros e há sete anos atua como espaço virtual de debate cívico.
Apuração da Denúncia e Contexto da Pressão Política
A denúncia formal, protocolada na Justiça Eleitoral em 1º de outubro de 2023 pela coligação 'Simplicidade e Trabalho que Transformam' — composta pelos partidos PP, MDB, Podemos, PL e União Brasil —, aponta indícios de abuso de poder político e tentativa de censura contra uma funcionária pública que criticou ativamente a gestão municipal nas redes sociais; segundo o processo, Elaine foi transferida do posto de saúde no Bairro Jardim Del Rey para o local de Silvia Costa, distante 8 km, em julho de 2022, sem justificativa ostensiva, enquanto conversas anexas ao processo revelam que Armando Soares, chefe de Cultura da prefeitura e candidato a vereador pelo Novo, teria oferecido seu retorno ao antigo cargo em troca do encerramento do grupo virtual.
Antecedentes indicam que Elaine Cristina dos Santos Triveloni, vinculada à CLT como servidora efetiva, demonstrava receio de represálias profissionais caso aceitasse o acordo, já que a demissão seria possível após o retorno ao Jardim Del Rey, configurando dinamismo coercitivo típico de abuso de autoridade pública em ambientes eleitorais municipais.
O grupo 'Língua Solta Penápolis', criado há sete anos e com mais de 12 mil membros, funcionava como praça pública virtual central para manifestações políticas e comunitárias na cidade.



