Na quinta-feira (1º), durante transmissão ao vivo conduzida por Flávio Bolsonaro (PL) para analisar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que precederam o cancelamento do debate presidencial previsto na TV, o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) oficializou sua mudança de posicionamento eleitoral, afirmando voto em Flávio Bolsonaro para presidente no primeiro turno das eleições, após ter declarado anteriormente apoio a Romeu Zema (Novo).
Contexto Institucional e Antecedentes da Definição Política
A apuração jornalística confirmou que a mudança de voto do parlamentar, que disputa a candidatura ao Senado pelo Rio Grande do Sul, ocorreu em um contexto de intensas negociações internas dentro do Novo, onde a concentração de votos no primeiro turno se tornou estratégia central para viabilizar a viabilidade eleitoral de candidatos alinhados à chapa de Bolsonaro. O anúncio foi precedido por declarações de Marina Helena, candidata a deputada federal por São Paulo, que havia sido a primeira a publicamente romper com Zema e declarar apoio ao ex-capitão no primeiro turno, após diálogo com o próprio Zema que teria autorizado sua decisão.
Nos dias anteriores ao pronunciamento em live, o partido Novo já vinha sinalizando abertura para alinhamento com Bolsonaro, com Zema mantendo postura de candidatura própria à Presidência enquanto incentivava seus aliados a avaliarem cenários táticos. A decisão de Van Hattem reforça uma tendência de realinhamento político dentro da legenda, impulsionada pela percepção de que o segundo turno poderia exigir maior unidade entre setores tradicionais da direita e os bolsonaristas.
Marcel van Hattem declarou voto em Flávio Bolsonaro no primeiro turno após ter prometido apoiar Romeu Zema até o domingo.
Repercussão Política e Diretrizes Estratégicas do Partido
A repercussão oficial da mudança foi imediata: Van Hattem solicitou que Zema e demais membros do Novo seguissem o mesmo caminho, enfatizando que a união do partido em torno de Flávio no primeiro turno era essencial para consolidar forças diante da polarização acirrada. A postura do deputado reflete uma estratégia de maximização de representatividade eleitoral, considerando que a cláusula de desempenho nas urnas pode definir a efetividade política dos candidatos do Novo.
O s próximos passos incluem a pressão sobre os demais candidatos do partido para adoção da posição majoritária, com possibilidade de novos anúncios de apoio até o dia 4 de outubro, data limite para registro de candidatura. A decisão também expõe tensões internas entre os que defendem autonomia tática e os que priorizam alinhamento com as pautas do bolsonarismo.
O prazo legal para desistência de candidatura ao primeiro turno vence em 4 de outubro, sob pena de anulação do voto ou perda de elegibilidade para reeleição.



