Aliados da ministra da Cultura, Margareth Menezes, avaliam que ela deve continuar comandando a pasta durante o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A expectativa de permanência é mantida mesmo depois de um manifesto assinado por artistas na quinta-feira (5/11) cobrar mudanças na condução da política cultural do governo.
O primeiro gesto apontado veio do próprio presidente. Após a divulgação do documento, Margareth participou de uma live com Lula e o deputado federal André Janones (Avante-MG), que transmitiu uma mensagem do petista. Durante a transmissão, Lula afirmou: “Pode assumir um compromisso com os artistas brasileiros. A economia criativa será uma coisa muito forte, que irá impulsionar a economia brasileira”.
A segunda sinalização partiu da primeira-dama, Janja Lula da Silva, considerada uma das principais defensoras da escolha de Margareth para o ministério. Na quinta-feira, Janja publicou ao lado da ministra e do secretário-executivo Márcio Tavares uma foto para divulgar um artigo sobre o Dia da Cultura no jornal O Globo, no qual destacou os avanços da cultura brasileira e a disposição do governo de fazer mais.
Outro movimento interpretado como respaldo à permanência foi o apoio público da produtora Paula Lavigne, uma das principais articuladoras políticas do meio artístico brasileiro. O manifesto que motivou as especulações reúne signatários do cinema, teatro, música, literatura e artes visuais, incluindo os atores Bruno Gagliasso, Johnny Massaro e Marcélia Cartaxo.
