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Economia

Latam lucra US$ 441 milhões no 3º tri de 2026, mas vê margens encolherem com combustível

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 21:09
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Latam lucra US$ 441 milhões no 3º tri de 2026, mas vê margens encolherem com combustível
Fatos Rápidos da Notícia
  • Lucro líquido foi de US$ 441 milhões no terceiro trimestre de 2026
  • Receita operacional somou US$ 4,567 bilhões
  • Despesa com combustível subiu para US$ 1,57 bilhão
Resumo Editorial

A companhia aérea Latam Airlines divulgou um aumento de 16,3% no lucro líquido do terceiro trimestre de 2026, apesar da queda na margem do Ebitda ajustado e do impacto significativo dos preços do querosene de aviação nos custos operacionais.

A Latam Airlines registrou lucro líquido de US$ 441 milhões no terceiro trimestre de 2026, representando um crescimento anual de 16,3% em relação aos US$ 379 milhões obtidos no mesmo período de 2025. A receita operacional da companhia somou US$ 4,567 bilhões, alta de 18,4% ano a ano.

O resultado foi impulsionado por fatores abaixo do resultado operacional, notadamente pela redução de 29% nas despesas com juros, que caíram para US$ 183 milhões. Essa queda reflete uma despesa não recorrente de US$ 105 milhões com reestruturação de dívida ocorrida em julho de 2025 no período comparativo do ano anterior.

No entanto, o combustível foi o principal peso do trimestre. A despesa com querosene de aviação subiu 60,9%, atingindo US$ 1,57 bilhão, com o preço médio por barril avançando 52,1%, para US$ 167. O consumo cresceu 5,8% no período.

A empresa estimou um impacto total de aproximadamente US$ 520 milhões em relação ao terceiro trimestre de 2025 devido aos custos do combustível e afirmou ter repassado cerca de 80% desse efeito através das receitas. As despesas operacionais ajustadas totalizaram US$ 3,995 bilhões, alta anual de 26,5%.

A receita com passageiros cresceu 17,8%, para US$ 3,998 bilhões, puxada por tarifas mais altas. A receita por passageiro-quilômetro subiu 11,7%, enquanto a receita por assento disponível avançou 9,4%. A capacidade aumentou 7,7% e a demanda cresceu 5,5%, reduzindo a taxa de ocupação de 85,4% para 83,7%.

O segmento premium apresentou destaque com avanço de 23% nas receitas. Já a margem do Ebitda ajustado recuou 5,8 pontos percentuais, para 24,0% ao final de setembro. O resultado operacional ajustado caiu 17,9%, para US$ 573 milhões.

Quanto ao endividamento, a Latam encerrou setembro com liquidez de US$ 4,446 bilhões. A dívida líquida, incluindo arrendamentos, era de US$ 6,4 bilhões e a alavancagem permaneceu estável em 1,5 vez.

O resultado financeiro líquido foi negativo em US$ 118,4 milhões no trimestre, praticamente metade dos US$ 238,2 milhões negativos registrados um ano antes.

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