Wilson Grassi, candidato do Democratas à Presidência, formalizou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) doação de R$ 320 mil para sua campanha, consolidando-se como o maior investidor particular na corrida eleitoral até o momento, superando contribuição de Augusto Cury (Avante) em R$ 150 mil e revelando patrimônio declarado de R$ 50 milhões ao órgão.
Contexto Institucional e Histórico da Doação
A apuração realizada pela equipe de transparência do TSE confirmou a transferência única de recursos de R$ 320 mil por parte do veterinário Wilson Grassi, único doador registrado na campanha do Democratas, fato que foi comunicado oficialmente por meio de documento protocolado em 15 de abril de 2025, data que coincide com o início da fase de prestação de contas para as eleições proporcionais.
Antecedentes indicam que Grassi, veterinário de formação e primeiro candidato presidencial pelo partido, já havia concorrido à Câmara Municipal de São Paulo em 2024 pelo PRTB, experiência que antecedeu sua filiação ao Democratas e a decisão estratégica de auto-financiamento na disputa presidencial.
Wilson Grassi é o candidato que mais aplicou seu próprio dinheiro na campanha, com aporte superior a R$ 150 mil de Augusto Cury (Avante).
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
O TSE destacou que a doação enquadra-se nas regras previstas no Código Eleitoral, vedando uso de recursos próprios para compra indireta de mídia ou serviços terceirizados, mantendo transparência total sobre a origem e destino dos recursos.
Especialistas apontam que a expressão de patrimônio de R$ 50 milhões, declarada pelo próprio candidato, reforça o discurso de autossuficiência financeira, embora críticos considerem que tal cifra possa gerar questionamento sobre origem dos recursos em período eleitoral.



