No âmbito da O peração Cúpula, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, prestou depoimento à Polícia Federal por videoconferência no inquérito que apura a suposta rede de propina envolvendo ex-servidores do BC e o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao caso Master.
Contexto Estrutural e Apuração da Investigação
A Polícia Federal conduz, desde 2023, um inquérito de alto nível que investiga a suposta prática de propina por parte de ex-diretores do Banco Central, Belline Santana e Paulo Sérgio Neves, em favor do empresário Daniel Vorcaro, controlador do extinto Master e do BRB, com apurações que se concentram na articulação de favorecimentos financeiros e negociações estratégicas entre instituições públicas e privadas.
O s interrogatórios, que contam com o depoimento de autoridades de grande relevância no topo da estrutura monetária nacional, revelam um cenário de possível corrupção sistêmica, no qual servidores públicos teriam recebido vantagens econômicas em troca de decisões favoráveis à ampliação do domínio financeiro de Vorcaro no mercado brasileiro.
O inquérito sobre o caso Master conta com previsão de término ainda em outubro de 2024, com os últimos depoimentos marcados para a quarta-feira (7).
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro
A defesa dos acusados nega categoricamente as acusações, enquanto o Banco Central reforça seu compromisso com a transparência e cooperação institucional perante as investigações em curso, sob a liderança do próprio Galípolo.
A expectativa é que o desfecho do inquérito impacte não apenas a imagem institucional do Banco Central, mas também sirva como referência para futuras apurações sobre condutas éticas no âmbito do sistema financeiro nacional.



