Dez dias antes do primeiro turno das eleições, a campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ingressou com recurso formal à Meta, pleiteando a imediata restituição da conta de anúncios eleitoral "Eleições 2026 Luiz Inácio Lula da Silva Presidente", desabilitada unilateralmente, sob risco de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) caso não seja normalizada em prazo máximo de seis horas.
Contexto Institucional e Procedimentos Administrativos da Restrição
A apuração confirmou que a representação formal foi protocolada pela coligação Brasil Pronto pra Mais e pelo Partido dos Trabalhadores junto à própria plataforma Meta, após a desativação repentina da conta utilizada para veiculação de propaganda eleitoral oficial, fato que gerou interrupção imediata da difusão de mensagens e investimentos públicos vinculados à campanha.
A fundamentação legal apresentada pelos advogados sustenta que a interrupção do acesso digital configura violação ao direito constitucional de livre expressão e ao princípio da lisura do processo eleitoral, uma vez que o ambiente virtual tornou-se esfera pública essencial para o embate político em período de campanha.
A desativação unilateral da conta de anúncios impede a veiculação de propaganda eleitoral e favorece os adversários no pleito, segundo a representação jurídica.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Defesa no Âmbito Eleitoral
A Meta ainda não se manifestou publicamente sobre os motivos da restrição, mantendo silêncio institucional que intensifica a tensão entre a administração da plataforma e os órgãos eleitorais, enquanto a procuradoria-geral da República e o TSE têm sido acionados por representantes do PT para esclarecer os critérios de moderação em períodos eleitorais.
A estratégia legal prevê a eventual propositura de medida cautelar no TSE para garantir a continuidade da comunicação oficial da campanha, caso a Meta não cumpra o prazo estipulado, configurando risco de desequilíbrio na disputa eleitoral.



