A Nutrien, uma das maiores produtoras de fertilizantes do mundo, avalia que o Brasil deve manter perspectivas positivas para o plantio de soja e milho, com condições de plantio sustentando expectativas de estabilidade ou leve crescimento da área cultivada. No entanto, a companhia alerta que a disponibilidade restrita de crédito rural e o enfraquecimento dos balanços financeiros dos produtores continuam limitando as compras de insumos no país. Segundo a empresa, embora a rentabilidade futura das lavouras tenha melhorado, a capacidade de compra dos agricultores ainda enfrenta obstáculos financeiros, o que pode conter a demanda mesmo diante de perspectivas mais favoráveis para a produção agrícola.
No panorama global, a Nutrien sustenta que os fundamentos da agricultura seguem apoiados pela forte demanda por grãos e oleaginosas, mas destaca que a variabilidade climática regional, incluindo os efeitos do El Niño, e as incertezas geopolíticas aumentam a volatilidade da produção e dos fluxos comerciais. A expectativa é que o aperto na relação entre oferta e demanda global de produtos agrícolas dê sustentação à economia dos produtores em 2027. Para o potássio, a companhia projeta embarques globais entre 74 milhões e 77 milhões de toneladas em 2026, com crescimento para uma faixa entre 75 milhões e 79 milhões de toneladas em 2027. Já no mercado de nitrogênio, a avaliação é de fundamentos mais restritos até 2027, influenciados por interrupções nos fluxos comerciais, paralisações na produção, preços elevados de energia e demanda por importações de grandes consumidores como Índia e Brasil. No segmento de fosfatos, dificuldades relacionadas às interrupções comerciais e à disponibilidade limitada de enxofre pressionam as margens dos fabricantes e reduzem as taxas globais de operação.



