Em pronunciamento ao Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, afastou categoricamente qualquer vínculo de amizade ou proximidade com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no âmbito de procedimento administrativo referente a mensagens atribuídas ao empresário colhidas na O peração Compliance Zero, com análise programada para 25 de setembro.
Apuração e Contextualização da Investigação Administrativa
A defesa apresentada pelo PGR ao CSMPF detalha que o único encontro presencial com Vorcaro ocorreu em abril de 2024, em Londres, durante evento jurídico público organizado pelo Grupo Voto e pela revista eletrônica Consultor Jurídico, sem qualquer conexão com os processos judiciais nos quais o banqueiro está envolvido; as conversas telefônicas registradas em 15 de março de 2025, entre Vorcaro e o advogado Ciro Soares, foram descritas pelo procurador como intercâmbio breve e sem relevância profissional, motivado exclusivamente por encaminhamento do próprio Ciro Soares.
Conforme consta no documento protocolar submetido ao CSMPF, Gonet ressalta que não teve acesso à petição sigilosa mencionada em relatórios da Polícia Federal e repudia categoricamente as acusações de suspeição, classificando-as como 'descabidas e estapafúrdias' em seu parecer apresentado ao colegiado.
A análise do procedimento administrativo, marcada para 25 de setembro, terá como foco apurar a veracidade das mensagens atribuídas a Vorcaro e verificar se houve influência indevida na atuação do procurador-geral nos processos do Caso Master.
O procurador-geral negou veementemente qualquer relação de amizade com Daniel Vorcaro e afirmou estar juridicamente apto a atuar nos processos do Caso Master
Repercussão Institucional e Desdobramentos Processuais
O Ministério Público Federal rebateu ainda as críticas feitas ao ministro André Mendonça, do STF, durante sessão ordinária realizada em 15 de setembro, destacando que as mensagens analisadas não continham indícios de conduta irregular por parte de Gonet.
Com base no entendimento do PGR de que não há fundamentos para suspeição, o órgão recomenda a manutenção da atuação do procurador-geral nos trâmites do Caso Master, enquanto o CSMPF aguarda o resultado da análise preliminar marcada para 25 de setembro.



