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Petrobras transfere NS-43 para Amapá, iniciando perfuração em poços exploratórios na Foz do Amazonas

PorLaura BragaVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 11:55
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Petrobras transfere NS-43 para Amapá, iniciando perfuração em poços exploratórios na Foz do Amazonas
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Petrobras confirmou o deslocamento do navio-sonda NS-43, Amaralina Star, para a costa do Amapá
  • O Ibama autorizou a Petrobras a perfurar três poços adicionais no bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial brasileira
  • A Petrobras possui 100% de participação no bloco FZA-M-59 e atua como operadora da área
Resumo Editorial

Confira os principais fatos e desdobramentos apurados sobre este acontecimento.

A Petrobras confirmou o deslocamento do navio-sonda NS-43, Amaralina Star, para a costa do Amapá, onde dará continuidade à campanha exploratória na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira, após autorização do Ibama para perfuração de três novos poços no bloco FZA-M-59.

Contexto Institucional e Histórico da Medida

A movimentação da NS-43, operada pela Constellation e contratada pela Petrobras para atividades em águas ultraprofundas, substitui a NS-42 (O DN-II), da Foresea, que permanece em operação em outro ponto da região; a decisão foi fundamentada em pedido adicional da estatal à autarquia ambiental, que concedeu licença para avançar com a exploração em três poços localizados a cerca de 175 quilômetros da costa do O iapoque, em área com lâmina d'água superior a 2.886 metros.

O Ibama já havia autorizado a Petrobras a perfurar inicialmente dois poços no bloco FZA-M-59, operado integralmente pela estatal como única participante com 100% de participação, mas a ampliação do escopo técnico reflete a estratégia de mapeamento mais detalhado da Bacia da Foz do Amazonas, alvo de investimento bilionário previsto para 15 poços ao longo de sete anos.

Ponto de Destaque

A Petrobras prevê produção de petróleo na região em até sete anos após a conclusão das etapas exploratórias na Bacia da Foz do Amazonas.

Repercussão Jurídica e Posicionamentos

A Petrobras reiterou que todas as atividades obedecem às condições ambientais impostas pelo Ibama, incluindo o recolhimento rigoroso dos cascalhos perfurados e a implementação de estruturas de monitoramento da fauna nas regiões costeiras do Amapá e Pará; o governo federal também prorrogou por 60 dias a cobrança do imposto de 12% sobre exportação de petróleo bruto, medida que impacta diretamente os fluxos de receita vinculados à exploração na Margem Equatorial.

Especialistas apontam que a autorização para novos poços representa um passo decisivo para a avaliação do potencial real da região, com perspectivas de desenvolvimento industrial e energético caso os indícios de hidrocarbonetos se confirmem em escala comercial.

Atenção / Ponto Crítico
A Petrobras tem prazo de 60 dias para implementar medidas corretivas ou enfrentar sanções administrativas previstas no licenciamento ambiental concedido pelo Ibama.

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