O candidato ao governo de Alagoas João Henrique Caldas (PSDB) impediu a migração de Ronaldo Lessa (PDT) para a primeira suplência do Senado na chapa de sua esposa, Marina Cândia (PSDB), numa decisão que consolidou a pré-candidatura da ex-primeira-dama e alterou o rumo da legenda no Estado.
Contexto Institucional e Antecedentes da Decisão
A apuração revelou que o pedido de troca de suplências partia de um acordo informal firmado no início do mês, quando Lessa renunciou à segunda suplência com a expectativa de assumir a primeira, em troca da candidatura de Eudócia Caldas (PSDB), mãe de João Henrique Caldas, à primeira suplência do Senado. Contudo, a renúncia da senadora não se concretizou, mantendo a chapa original e gerando incerteza jurídica sobre a validade da substituição proposta por Lessa.
Nos dias que antecederam o encerramento do prazo para alterações nas chapas, marcado para 14/9, o pedetista manifestou-se publicamente ao alegar descumprimento do acordo por parte de JHC, sustentando que a manutenção da suplência atual acarretaria insegurança jurídica para a candidatura de Marina Cândia. A postura reforçou tensões entre os dois partidos e evidenciou fragilidade nas negociações internas da aliança.
João Henrique Caldas bloqueou a migração de Ronaldo Lessa para a primeira suplência do Senado, garantindo a candidatura de Marina Cândia em Alagoas.
Repercussão Política e Desdobramentos Futuros
A decisão de Caldas repercutiu imediatamente nos corredores do Poder Legislativo alagoano, onde o PDT, partido de origem de Lessa, comunicou a indicação de Jurandir Boia, presidente de honra da sigla, como substituto na segunda suplência, enquanto os dirigentes PSDB/Cidadania reafirmaram apoio à chapa encabeçada por Marina Cândia.
Com o prazo para alterações expira em 14/9, a situação permanece suspensa, e especialistas apontam que a desistência de Lessa pode gerar impacto nos rumos das eleições estaduais e federais, especialmente considerando seu comprometimento com a chapa como vice-governador proposto.



