Em um contexto de intensificação da polarização política durante o período eleitoral, a Polícia Federal conduziu, em 10 de setembro, uma operação que atingiu o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora do filme 'Dark Horse' — obra que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro —, com o objetivo de investigar supostos desvios no caso BolsoMaster, enquanto a campanha do presidente Lula (PT) utiliza o episódio para questionar a atuação do ministro do STF André Mendonça em decorrência de sua proximidade com os alvos da investigação.
Investigações e Procedimentos O ficiais da O peração Policial
A operação deflagrada pela Polícia Federal, coordenada pela Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, resultou na apreensão de documentos e dispositivos eletrônicos vinculados ao caso BolsoMaster, que apura supostos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos irregulares em âmbito rodoviário; entre os alvos direcionados estão o deputado Mario Frias, conhecido por posicionamento crítico ao governo federal, e Karina da Gama, sócia e produtora do filme 'Dark Horse', cujo conteúdo tem sido associado estrategicamente à narrativa de apoio ao ex-presidente Bolsonaro.
Conforme registros oficiais divulgados pela instituição, a ação faz parte de um desdobramento investigativo iniciado em março de 2024, com foco na apuração das ligações entre agentes públicos e pessoas ligadas a campanhas políticas, especialmente aquelas que receberam recursos ou benefícios em troca de favorecimentos legislativos ou administrativos; o ministro André Mendonça, por sua vez, não foi alvo direto da operação, mas suas decisões junto ao STF sobre medidas cautelares no caso têm sido citadas como ponto de inflexão no debate político.
A operação policial que abalou o cenário político nacional teve como alvo o deputado Mario Frias e a produtora Karina da Gama, ligada ao filme 'Dark Horse' sobre Jair Bolsonaro.
Repercussão Política e Estratégias de Campanha
A campanha do presidente Lula (PT), por meio de seus representantes parlamentares e assessores estratégicos, tem articulado uma narrativa que vincula a condução da Polícia Federal ao papel do ministro André Mendonça no STF, argumentando que suas decisões favorecem indiretamente atores investigados no caso BolsoMaster, especialmente o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente.
Entidades jurídicas e órgãos de controle institucional já se manifestaram: o Ministério Público Federal destacou que as investigações seguem com rigor técnico-jurídico, enquanto deputados da base aliada do governo pediram cautela para evitar instrumentalização partidária do processo.



