Na manhã de terça-feira, durante participação no Fórum de Infraestrutura em São Paulo, o candidato do PT à Prefeitura do Estado, Fernando Haddad, emitiu críticas acentuadas à Sabesp, alertando para o risco iminente de colapso nos serviços sanitários caso a gestão atual não seja revista, com base em dados que apontam aumento de 27% nas falhas operacionais após a privatização.
Contexto Histórico e Análise dos Desafios na Sabesp
Durante o evento, Haddad destacou que a concessionária, sob gestão privada desde 1997, apresentou deterioração significativa na qualidade dos serviços, com relatos de interrupções frequentes e falhas críticas que, segundo ele, ameaçam a saúde pública e a segurança dos trabalhadores da região metropolitana paulista.
O candidato reforçou a necessidade urgente de reavaliação dos contratos de concessão e da composição das agências reguladoras, defendendo que a oversight técnica e independente é essencial para garantir transparência, eficiência e responsabilidade social no setor de saneamento básico.
O número de falhas nos serviços da Sabesp teria aumentado 27% após a privatização, segundo os dados apresentados por Haddad
Repercussão Política e Caminhos para a Regulação do Saneamento
A defesa de Haddad conta com respaldo técnico: ele propõe que as agências reguladoras sejam presididas por profissionais com expertise setorial, livres de nomeações políticas partidárias, e que os contratos de concessão sejam submetidos a auditorias rigorosas para assegurar padrões mínimos de qualidade e segurança jurídica.
Com o cenário eleitoral em foco, a crítica à Sabesp reforça uma agenda estrutural que deve nortear as próximas gestões estaduais, pressionando pela modernização da regulação e pela revisão dos modelos de parceria público-privada que têm sido implementados desde o governo Tarcísio de Freitas.



