Na manhã de segunda-feira (14/9), o deputado distrital e candidato à Câmara dos Deputados Thiago Manzoni (PL-DF) encabeçou, na Rodoviária do Plano Piloto, ato que demandou o impeachment do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal, com a presença de apoiadores que exibiram cartazes contendo frases como "Toga sem coroa" e "STF dentro das quatro linhas", um dia antes da sessão marcada para as 1h da manhã, quando o STF analisará o referendo da decisão do ministro André Mendonça sobre mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Contexto Institucional e Procedimentos Apurados
A apuração jornalística confirmou a participação de Manzoni, que utilizou megafone para dirigir-se à multidão reunida às escadas da Rodoviária do Plano Piloto, em ato coordenado por Sebastião Coelho, com a presença de cidadãos e militantes que portavam plaquetas com mensagens contrarias ao magistrado.
O episódio se insere no quadro de intensas articulações políticas que antecedem a sessão noturna do STF, marcada para analisar o referendo da decisão de André Mendonça que regulamenta as comunicações entre Moraes e Daniel Vorcaro, fato que já mobilizou setores do Ministério Público e do Poder Legislativo em busca de medidas disciplinares contra o ministro.
O ato ocorreu um dia antes da sessão marcada para as 1h da manhã, quando o STF analisará o referendo da decisão do ministro André Mendonça sobre mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
Repercussão Jurídica e Cenários Futuramente Definidos
A Procuradoria-Geral da República e o Conselho Nacional de Justiça ainda não se manifestaram oficialmente sobre as demandas de impeachment apresentadas por Manzoni, mas juristas apontam que a iniciativa carece de fundamento constitucional, uma vez que o impeachment de ministro do STF só pode ser iniciado pela Câmara dos Deputados após aprovação em plenario.
O reforço policial previsto para a Praça dos Três Poderes e para o anexo do STF sinaliza a previsão de possíveis manifestações contrárias ou de apoio ao ministro, configurando um cenário de tensão institucional que pode se estender para os dias subsequentes à sessão noturna.



