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Política

Lula planeja ministério com nomes de peso e exige lealdade de aliados no próximo governo

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 13:52
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Lula planeja ministério com nomes de peso e exige lealdade de aliados no próximo governo
Fatos Rápidos da Notícia
  • Lula exige lealdade política dos aliados que ocuparem cargos no governo e apoio às pautas do Planalto no Congresso.
  • Geraldo Alckmin é cotado para o Ministério da Fazenda e Fernando Haddad para o Ministério da Educação.
  • Camilo Santana pode assumir a Casa Civil e Silvio Costa Filho a Secretaria de Relações Institucionais.
Resumo Editorial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula a composição ministerial do próximo mandato, buscando ampliar a participação de partidos do centro e atrair figuras técnicas, condicionando a ocupação de cargos ao apoio às pautas do Planalto no Congresso Nacional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende modificar o perfil da composição ministerial para o próximo mandato, ampliando a presença de partidos de centro na Esplanada e atraindo nomes de peso de diferentes campos políticos. A condição estabelecida para os aliados que ocuparem cargos no governo é o compromisso com as pautas do Planalto no Congresso Nacional.

Interlocutores ouvidos pela coluna afirmam que Lula tem transmitido um recado direto aos aliados: o espaço no governo deverá estar acompanhado de lealdade política. A avaliação do presidente é que não há mais espaço para partidos que participam da administração federal, mas deixam de apoiar o governo em votações consideradas estratégicas.

A montagem da equipe já envolve pelo menos 13 nomes. O PSD, presidido por Gilberto Kassab, está entre os primeiros partidos a se movimentar nas articulações. Kassab já procurou o Planalto para negociar espaços na Esplanada, embora não tenha sido recebido pessoalmente por Lula.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco estão entre os nomes mencionados para ocupar postos de primeiro escalão. Pacheco também é citado nas conversas como uma possibilidade para o Supremo Tribunal Federal.

Lula pretende reapresentar ainda neste ano o nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), apesar da rejeição anterior pelo Senado. A insistência no indicado será um teste para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pois o governo quer avaliar se ele ainda tem força para articular os votos necessários à aprovação.

Segundo interlocutores, o apoio do Planalto à permanência de Alcolumbre no comando da Casa em 2027 dependerá de sua capacidade de viabilizar a indicação. A pressa tem relação com a expectativa de que a nova composição do Senado, no próximo ano, torne mais difícil a aprovação de nomes do governo.

Uma das principais mudanças em estudo envolve o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que Lula pretende colocar no Ministério da Fazenda. O movimento teria como objetivo transmitir um sinal de compromisso com a responsabilidade fiscal e melhorar a interlocução do governo com o mercado financeiro.

A possível escolha de Alckmin também reforçaria o papel político do vice no novo mandato. Já Fernando Haddad, que comandou a Fazenda, é cotado para assumir o Ministério da Educação.

O desenho em discussão inclui Camilo Santana (PT) na Casa Civil e Silvio Costa Filho (Republicanos) na Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política com o Congresso. Para o Ministério da Agricultura, o nome cotado é o do atual ministro Carlos Fávaro (PSD), que poderá permanecer à frente da pasta.

Outra frente da montagem ministerial é a tentativa de atrair personalidades com reconhecimento em suas áreas de atuação, inclusive nomes que não estiveram alinhados ao PT nas últimas disputas eleitorais. Entre as possibilidades mencionadas estão o promotor Lincoln Gakiya para a futura pasta da Segurança Pública e o cineasta Walter Salles, vencedor do Oscar, para o Ministério da Cultura.

O deputado André Janones (Rede-MG) também deverá ter espaço na estrutura política do governo. A ideia é que ele atue como conselheiro para assuntos relacionados à internet, com trânsito livre em diferentes áreas do Executivo, além de exercer papel importante na articulação com a Câmara dos Deputados.

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