Seis carros saíram da residência de Flávio Bolsonaro em Brasília com o objetivo de dificultar a identificação do veículo que levaria o senador e sua família até a fronteira com a Argentina. A informação foi publicada pelo jornal argentino Clarín, que também apontou a mobilização de ao menos três jatos particulares como alternativas de saída.
O plano inicial era fretar um avião para ir de Brasília à região de Foz do Iguaçu, mas o proprietário recusou o voo após a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que proibia o senador de deixar o país. Diante disso, a família percorreu mais de 1.600 km por estrada.
A reportagem afirma que representantes dos Estados Unidos ajudaram a organizar o trajeto e atuaram no aeroporto de Puerto Iguazú, de onde Flávio embarcou com a mulher e as duas filhas rumo a Miami. No entanto, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou qualquer colaboração do país na operação.
O Clarín ainda relatou que funcionários argentinos foram afastados de parte dos procedimentos e que outros aviões foram preparados, incluindo uma possível saída pelo Paraguai. O presidente Javier Milei teria enviado seu assessor Santiago Caputo à região para auxiliar na operação.
A imigração argentina confirmou que o senador atravessou a fronteira na noite de terça-feira (27/10) e embarcou em um voo particular com escala no Equador. Flávio desembarcou em Miami na manhã de quarta-feira (28/10).
O senador deixou o Brasil dois dias após perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva. Na véspera da viagem, Alexandre de Moraes havia determinado a entrega dos passaportes e proibido sua saída do país.



