Segundo um integrante do governo de Luiz Inácio Lula da Silva filiado ao PSD, o presidente da sigla, Gilberto Kassab, se sentiu “apunhalado” pela atitude do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e acabou apoiando o petista na campanha presidencial.
O atrito se intensificou em março de 2026, quando Kassab deixou a Secretaria de Gestão e Governo de Tarcísio. O objetivo do presidente do PSD era garantir a indicação para a vice-governadoria em São Paulo, mas Felício Ramuth deixou o partido e se filiou ao MDB.
Entre os indícios desse apoio está uma reunião realizada em 15 de outubro entre Kassab e Rafael Fonteles (PT), governador do Piauí e coordenador da campanha de Lula no segundo turno, encontro divulgado pelo ex-prefeito de São Paulo no X.
Outro sinal é a movimentação de Carlos Takahashi, aliado de Kassab desde os anos 1990. Takahashi atuou como ponte entre gestores locais e a Secretaria de Governo de Tarcísio, mas deixou o cargo em abril para trabalhar exclusivamente para o PSD.



