As eleições em Israel terminaram sem um vencedor definido, pois nem o bloco liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem o de seu principal rival, Gadi Eisenkot, conquistaram as 61 cadeiras necessárias para formar maioria no Parlamento. A definição do próximo governo não depende apenas do tamanho dos partidos, mas da capacidade de construir uma coalizão viável entre as legendas eleitas.
Após a certificação dos votos, o presidente Isaac Herzog iniciará reuniões em Jerusalém para ouvir as recomendações de cada partido sobre quem deve indicar para o cargo de primeiro-ministro. Com base nisso, ele encarregará um dos candidatos de tentar formar governo, sendo que esse nome não precisa ser necessariamente o líder do maior partido, mas aquele com maiores chances de reunir maioria.
O candidato designado terá 28 dias para negociar cargos ministeriais, prioridades orçamentárias e compromissos de governança, prazo que pode ser prorrogado por mais 14 dias. Caso fracasse, a incumbência passa a outro candidato por quatro semanas, e se essa segunda tentativa também não der certo, o Parlamento terá um curto período para apresentar outro nome antes que novas eleições sejam convocadas automaticamente.
A oposição permanece fragmentada entre direita, esquerda e centro, além da separação entre partidos judeus e árabes. O Yashar, partido de Eisenkot, é a maior legenda contrária ao premiê, mas seu caminho ao poder exigiria cooperação com partidos árabes, algo que nem todos os líderes da oposição aceitam. Herzog poderá tentar convencer Netanyahu e Eisenkot a formarem um governo de união nacional, embora Eisenkot tenha descartado integrar um governo liderado pelo atual primeiro-ministro.



