Na manhã de terça-feira, 20, o ex-vereador de São Paulo Milton Leite foi transferido inescusável da Cadeia Pública de Mogi das Cruzes para o Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos, conforme confirmado pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), após investigações do GAECO revelarem indícios robustos de recebimento de vantagens indevidas em sua permanência carcerária, fato que culminou no afastamento de três delegados, um investigador e um servidor penitenciário.
Contexto da O peração e Investigações em Curso
A transferência do ex-parlamentar ocorreu após uma operação coordenada pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime O rganizado) na última sexta-feira, 16, que cumpriu mandados de busca e apreensão na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, no 1º Distrito Policial e na residência de um agente carcerário suspeito de intermediar favorecimentos ilícitos dentro do estabelecimento prisional; foram apreendidos cerca de R$ 154 mil em espécie e US$ 10 mil em moeda estrangeira, além de R$ 4 mil localizados no bolso do próprio agente durante a busca na prisão.
As apurações do Ministério Público apuram supostas regalias recebidas por Leite durante sua prisão preventiva, com indícios que configuram crimes de corrupção passiva e ativa, prevaricação e abuso de poder, motivando o afastamento preventivo dos agentes envolvidos e reforçando a necessidade de preservação da integridade institucional do sistema prisional paulista.
Mais de R$ 150 mil em espécie e US$ 10 mil em dólares foram apreendidos durante diligências que evidenciam esquema suspeito de corrupção no âmbito prisional.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A defesa oficial do ex-vereador, por intermédio de seus advogados, mantém que Leite segue rigorosamente as normas internas do sistema prisional, negando categoricamente qualquer prática de favorecimento ou recebimento irregulares, enquanto a SAP informa que a transferência obedecia a critérios técnicos e não à influência das investigações em curso.
Com base nas evidências colhidas, o Ministério Público deve formalizar denúncia contra os servidores públicos envolvidos e Leite caso haja comprovação efetiva dos delitos apurados, enquanto o Poder Judiciário deve definir nos próximos dias se haverá manutenção ou revogação da prisão preventiva do ex-parlamentar em nova audiência.



