A líder da oposição venezuelana e laureada com o Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, foi impedida de retornar ao seu país em pelo menos sete tentativas ocorridas entre 26 de junho e 21 de setembro de 2025, conforme relatado pelo assessor Pedro Urruchurtu, diante de bloqueios administrativos, comunicacionais e operacionais articulados por autoridades norte-americanas e venezuelanas.
Contexto das Tentativas de Retorno e Mecanismos de Impedimento
A apuração revelou que as sete tentativas ocorreram em sequência lógica: a primeira, em 26 de junho, envolveu um voo particular cujo piloto recebeu instruções via comunicação norte-americana para retornar aos Estados Unidos; a segunda, em 28 de junho, consistiu em tentativa de embarque em voo comercial saindo do Panamá, bloqueada pela companhia aérea após alerta da Venezuela; a terceira tentativa terrestre não foi efetivada devido a restrições de fronteira; a quarta, programada para 21 de setembro, via marítima com navegação do Canal do Panamá e Caribe, foi abortada por falha mecânica no motor da embarcação; entre 19 e 21 de setembro, três tentativas aéreas — para Aruba, Curaçao e Boinare — foram negadas por questões administrativas e autorização de pouso.
O s episódios se inserem num quadro mais amplo de perseguição política que já havia levado Machado à clandestinidade desde dezembro de 2025, quando deixou o país em viagem secreta após anos de vigilância estatal, tendo sido agraciada com o Prêmio Nobel da Paz em reconhecimento à sua trajetória em defesa da democracia e dos direitos humanos na Venezuela.
Foram sete tentativas frustradas nas últimas semanas para impedir o retorno da líder venezuelana ao país.
Repercussão Internacional e Declarações O ficiais
O encontro entre a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado em Nova York sob o rótulo de 'histórico', resultou em compromissos formais de fortalecimento da cooperação bilateral em energia, mineração e segurança, contexto que coincide com o cerco imposto a Machado.
Ante os fatos, Urruchurtu reiterou que 'todas as tentativas foram bloqueadas', enquanto especialistas apontam que as restrições operacionais ao retorno da opositora podem constituir violação ao princípio do livre trânsito garantido pela Convenção de Direitos Humanos da O NU.



