A bancada do PSD no Congresso Nacional trabalha para aumentar ou, ao menos, preservar o espaço que ocupa na Esplanada dos Ministérios no quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa da sigla comandada por Gilberto Kassab é de que o partido receba um tratamento melhor do que as demais legendas do Centrão.
Diferentemente de outros partidos do grupo, o PSD anunciou apoio em peso a Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno das eleições de 2026. Apesar da pressão interna da bancada na Câmara para declarar apoio ao senador, a liderança do partido conseguiu conter o movimento e manter a neutralidade.
Para integrantes da legenda, essa postura demonstra comprometimento com a pauta do governo. Parlamentares citam como exemplo o apoio à votação do projeto que redefiniu os limites para os microempreendedores individuais (MEIs), o que teria sido determinante para a aprovação da proposta na Câmara e auxiliado Lula no pleito.
O PSD também foi a primeira sigla a declarar apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) na presidência da Câmara. Esse gesto fortaleceu a candidatura de um aliado do presidente em um momento em que o PL estudava lançar um nome próprio na disputa pela Casa.



