A Polícia Federal mantém três inquéritos abertos para apurar suspeitas de favorecimento a empresas no âmbito de operações federais, incluindo o caso de Roberta Luchsinger, que admitiu ter procurado o ex-assessor da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, com objetivo de emplacar sua proposta de fornecimento de canabidiol ao Ministério da Saúde, enquanto o próprio Marcola reconheceu ter recebido R$ 249 mil da empresária sob a alegação de que se tratava de empréstimo pessoal já quitado.
Contexto Institucional e Apuração da O peração
A investigação policial, iniciada em maio de 2024 após interceptação de comunicações via WhatsApp, apura a suposta entrega de minuta de Termo de Referência para aquisição de frascos de canabidiol pelo Ministério da Saúde, documento que segundo os registros da PF teria sido enviado diretamente por Roberta Luchsinger ao ex-chefe de gabinete do então presidente Lula.
Marcola, que deixou a campanha política do petista após a divulgação do caso, afirmou em declaração oficial que os repasses financeiros recebidos pela empresária obedeciam a um acordo de empréstimo pessoal, já integralmente quitado, e negou qualquer vínculo entre o apoio prestado e benefícios institucionais adquiridos pelo governo federal.
Roberta Luchsinger reconheceu ter enviado minuta de Termo de Referência ao ex-assessor Marco Aurélio Santana Ribeiro para viabilizar contrato de R$ 249 mil com o Ministério da Saúde
Repercussão Política e Desdobramentos Jurídicos
O Ministério da Justiça e a Procuradoria-Geral da República foram acionados para avaliar a necessidade de abertura de inquérito administrativo sobre condutas que possam configurar abuso de poder no âmbito da administração pública federal.
Enquanto isso, o presidente Lula declarou desconhecimento pessoal sobre Roberta Luchsinger em entrevista ao Jornal Nacional, afirmando que não tomará medidas para proteger seu filho Lulinha, alvo também de investigação por tráfico de influência.



