No sábado (3/10), na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o teste de integridade das urnas eletrônicas foi realizado sob rigoroso controle técnico, com duas urna modelo sendo utilizadas para validar a precisão dos registros eletrônicos diante da sociedade e dos partidos.
Avaliação Técnica e Procedimentos de Auditoria das Urnas Eletrônicas
A cerimônia de teste ocorreu às 15h30, com as urnas eletrônicas ligadas e a sala de auditoria lacrada, sob a supervisão direta de representantes dos partidos políticos, fiscalizadores e membros da sociedade civil, conforme estabelecido nos protocolos do TSE.
Desde 2002, a auditoria pré-eleitoral das urnas eletrônicas é realizada em todas as unidades da Federação, em ambos os turnos das eleições, com a participação de órgãos internacionais como a O rganização dos Estados Americanos (O EA) e a União Interamericana de O rganismos Eleitorais (Uniore), além da confirmação sistemática de ausência de divergências entre os votos digitados e os resultados impressos.
Mais de 40 mil urnas eletrônicas serão submetidas ao teste de integridade em todo o país, com dois modelos simulando cenários reais de votação sob fiscalização conjunta de partidos e órgãos internacionais.
Repercussão Institucional e Perspectivas para o Ciclo Eleitoral de 2026
O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, esteve presente à cerimônia sem emitir declaração pública, enquanto o secretário de Tecnologia da Informação do tribunal, Júlio Valente, reafirmou que os sistemas utilizados são idênticos aos aprovados digitalmente antes das eleições e que não foram identificadas irregularidades nos registros.
A continuidade desse processo desde 2002 consolida a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro perante o Judiciário e a sociedade, preparando o eleitorado para o próximo pleito em 2026 com maior segurança jurídica e transparência operacional.



