Na manhã de terça-feira, 15 de setembro, trabalhadores dos Correios ocuparam o Centro de Tratamento de Encomendas (CTE) do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) na capital, interrompendo o fluxo de entrada e saída de cargas e acendendo novo alerta para a paralisação que já se arrastava desde quinta-feira, 10 de setembro.
Contexto Histórico e Desdobramentos da Greve
A paralisação, iniciada após assembleia do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal (Sintect-DF), ocorreu diante da estagnação nas negociações referentes ao acordo coletivo vigente, com os trabalhadores rejeitando propostas que prevêem redução de 70% das férias, extinção do ticket extra e isenção da condição de mantenedora do plano de saúde, além da proposta de alterar a jornada aos sábados para começar às 13h, contrariando o retorno ao horário matutino exigido pelos representantes sindicais.
A decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), proferida em 14 de setembro, considerou a greve abusiva ao não respeitar o percentual mínimo de 80% de presença obrigatória, determinando que os sindicatos comprovem individualmente, por unidade, turno ou atividade indispensável, a permanência dos trabalhadores em seus postos, vedando a compensação entre setores ou turnos.
O TST determinou que a paralisação é abusiva e exige que 80% do efetivo permaneça em atividade, com aferição individual por unidade ou turno, sob pena de anulação da greve.
Repercussão Institucional e Perspectivas Futuras
O s Correios confirmaram a execução do Plano de Continuidade de Negócios para mitigar impactos aos clientes, destacando que apresentou uma proposta contemplando 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente, embora as negociações ainda não tenham produzido avanços significativos que atendam às demandas da categoria.
Com o prazo indeterminado para a reabertura do CTE e a manutenção da greve sob vigilância jurídica, o desfecho dependerá da capacidade das partes em superarem o impasse sobre as condições materiais e orgânicas dos trabalhadores, com risco de escalada para novas medidas judiciais ou intervenções normativas caso a continuidade da paralisação persista.
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