Na manhã de 24 de setembro, a Polícia Civil de São Paulo realizou oito mandados de busca e apreensão em residências e escritórios vinculados aos investigados pelo desabamento ocorrido na região da Penha, que resultou na morte de seis pessoas e deixou três imóveis interditados, com investigações focadas em possível omissão, irregularidades contratuais e crime de estelionato na venda de unidades residenciais.
Apuração Criminal e Desdobramentos da O peração Policial
A operação policial, coordenada pela delegada titular Deidiene Fialho Costa Éboli, ocorreu simultaneamente em São Paulo e Guarujá, com alvos estratégicos ligados à Construtora New Home e à Hastiforme, ambas vinculadas à família Vivacqua. O s agentes apreenderam dispositivos eletrônicos, computadores e documentos técnicos essenciais para a análise pericial das fases de licenciamento, vistoria e demolição do imóvel que veio abaixo, enquanto a Controladoria-Geral da União foi acionada para apurar indícios de irregularidades administrativas no processo de autorização.
Nos arredores do local do desastre, três edifícios foram declarados inabitáveis pelas autoridades civis, sob risco iminente de colapso estrutural, conforme laudo preliminar divulgado pela Defesa Civil. A Justiça determinou a prisão preventiva dos investigados por descumprimento de deveres de cooperação com a investigação, configuração de risco de fuga e potencial obstrução da apuração por destruição ou ocultação de provas documentais.
Seis pessoas perderam a vida em decorrência do desabamento do edifício na Penha, com três imóveis vizinhos interditados por risco estrutural imediato.
Repercussão Jurídica e Estratégias Futuras
A Justiça decretou a prisão preventiva de Ronaldo Vivacqua, sócio oculto da New Home, sob mandado temporário de 30 dias, com base no risco comprovado de fuga e manipulação de evidências, enquanto seu filho Cristiano Vivacqua e a responsável legal Ísis Brandão continuam foragidos após não atenderem às diligências policiais.
As investigações seguem com foco apurado na conduta dos responsáveis pelas vistorias técnicas e nos registros de licenciamento, com especial atenção ao documento assinado em 2024 que formalmente atestou a conclusão da demolição — fato que agora é questionado diante das evidências colhidas pela Polícia Civil.



