Na quarta-feira (30/9), às 7h40, o ex-policial militar Edson Acioli, 52 anos, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo após o disparo que atingiu a esposa, Larissa, no abdômen, na residência do casal na Vila Ré, São Paulo. A vítima foi atendida pelo Samu e encaminhada ao Hospital Santa Marcelina em estado grave, enquanto o inquérito policial instaurou duas frentes de investigação — feminicídio e suicídio — com base em relatos contraditórios entre a vítima e o autor.
Contexto da Apuração e Antecedentes da Violência Doméstica
A apuração realizada pela Polícia Civil revelou que o disparo ocorreu durante uma discussão entre o casal na noite anterior, quando Edson Acioli teria afirmado guardar R$ 1.700 no cofre da residência; segundo depoimento da vítima, que foi ouvida antes da internação, ela teria se ferido com uma arma de fogo após uma discussão acirrada sobre a quantia guardada.
Antecedentes indicam que Larissa vinha enfrentando diagnóstico de câncer terminal há oito meses, o que adiciona complexidade ao caso, enquanto Edson Acioli declarou à polícia que pretendia manter a arma como 'relíquia' para o filho mais velho, alegando que a procurava há meses sem uso.
A vítima foi atingida no abdômen com arma de fogo e encaminhada ao Hospital Santa Marcelina em estado grave.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A Polícia Militar ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações, apesar de ter sido contatada pelo; o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) confirmou estar acompanhando o caso e deve definir as próximas medidas legais com base nas evidências coletadas.
As investigações seguem sob rigoroso sigilo, com foco na análise das circunstâncias do disparo e na verificação da legitimidade do porte da arma, enquanto o desfecho do caso dependerá da avaliação pericial sobre a dinâmica do crime e da admissibilidade dos relatos conflitantes.



