Na terça-feira (8/9), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) efetuou a prisão de uma mãe e sua filha, de 49 e 22 anos, sob suspeita de comercializar crack sob a disfarçada condição de pessoas em situação de rua no bairro do Itapoã (DF), região identificada por sua concentração de usuários de drogas.
Investigação Policial e Desvelo das Práticas
A apuração da Seção de Repressão às Drogas (SRD) da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), coordenada pela PCDF, seguiu denúncias anônimas que apontavam para a atuação sistemática das mulheres em pontos estratégicos do Itapoã, área reconhecida por sua alta circulação de indivíduos envolvidos com o consumo de crack. Durante o monitoramento, agentes observaram comportamentos suspeitos que culminaram na identificação de atividades de tráfico disfarçadas pela simulação de condição de rua, prática que permitia evitar a fiscalização e facilitar as transações ilícitas.
As investigações revelaram que as suspeitas mantinham um padrão operacional consolidado: posicionavam-se em locais com fluxo intenso de pessoas vulneráveis ao vício, utilizavam linguagem e postura para se harmonizar com o ambiente local e realizavam trocas discretas de pedras de crack por valores em dinheiro, conforme constatado durante a abordagem tática realizada na tarde daquele dia.
Mãe e filha vendiam crack em Itapoã enquanto fingiam estar em situação de rua, segundo laudo da PCDF.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A PCDF comunicou que as detenções foram realizadas com base em evidências concretas coletadas durante a operação, destacando que o caso segue sob investigação rigorosa para apuração completa dos fatos e responsabilização dos envolvidos, conforme procedimentos previstos no Código Penal e na Lei de Drogas.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) já acionou as autoridades para avaliação da configuração legal do delito, com possibilidade de aplicação de medidas cautelares mais rigorosas, incluindo prisão preventiva, em razão da continuidade do crime e dos riscos sociais associados ao tráfico em áreas vulneráveis.



