O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, em 13,75% ao ano, interrompendo um ciclo de cortes iniciado em março. A decisão foi unânime e ocorreu após o comitê identificar uma piora no ambiente interno e externo desde a última reunião, realizada em 16 de setembro.
Para o consumidor, a manutenção dos juros altos significa que o crédito continua caro, aumentando o valor final de compras financiadas. O especialista Vanderson Aquino sugere que, se possível, o brasileiro reúna uma entrada maior antes de financiar bens e compare propostas utilizando o Custo Efetivo Total (CET), que engloba juros, impostos e tarifas.
No caso de imóveis e veículos, as opiniões divergem quanto ao momento da compra. Jadson Xavier afirma que, para imóveis com prazos longos de 20 a 30 anos, variações nas taxas podem representar dezenas de milhares de reais, sendo tecnicamente sensato esperar um ciclo de cortes se a aquisição não for urgente. Já para veículos, o impacto absoluto é menor devido ao prazo mais curto, devendo a escolha ser baseada na necessidade imediata.
Quem enfrenta dificuldades orçamentárias deve ter atenção redobrada com cartão de crédito e cheque especial. Aquino alerta que esses limites não são extensão da renda, mas sim crédito de alto custo, recomendando o mapeamento de dívidas e a renegociação para trocar débitos caros por opções mais baratas.
Lilian Marques Nagem Byrro ressalta que as taxas elevadas do rotativo do cartão e do cheque especial pouco são alteradas pela manutenção da Selic, sendo a inflação o maior perigo para o endividado. Ela orienta que quem está endividado corte despesas ao máximo, busque novas fontes de receita e avalie a desimobilização de ativos.



