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Política

Nilson Pinto nega fraude de 14 milhões no Ideflor-Bio, alega perseguição eleitoral

PorDaniel VinagreVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 04:13
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Nilson Pinto nega fraude de 14 milhões no Ideflor-Bio, alega perseguição eleitoral
Fatos Rápidos da Notícia
  • Ex-presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, nega irregularidades e aponta que denúncia do MPPA sobre esquema de desvio de mais de R$ 14 milhões é infundada
  • Nilson Pinto afirma que os três contratos somaram aproximadamente R$ 19 milhões, incluindo R$ 900 mil na recuperação do muro do Parque Estadual do Utinga, R$ 13,6 milhões na reforma do complexo técnico-administrativo e R$ 4,9 milhões no Centro de Apoio ao Visitante
  • A saída de Nilson Pinto da presidência do Ideflor-Bio ocorreu em julho de 2026 por pedido próprio, após decreto da governadora Hana Ghassan (MDB)
Resumo Editorial

Nilson Pinto afirmou que sua defesa já solicitou à Justiça a realização de perícia técnica para comprovar a legalidade e a adequação dos gastos, reiterando que os valores estão dentro dos padrões regionais e nacionais da engenharia.

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) formalizou investigação sobre suposto esquema de desvio de mais de R$ 14 milhões em contratos firmados pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), envolvendo o ex-presidente Nilson Pinto, sua esposa, a vereadora Tatiana Ferreira Rodrigues e outras pessoas, após apurações baseadas em documentos administrativos, registros fiscais e movimentações bancárias que apontaram repasses financeiros irregulares à construtora Duas Marias.

Contexto Institucional e Investigação Formal

A denúncia, encaminhada à 10ª Vara Criminal de Belém, aponta indícios de direcionamento de licitações, irregularidades na execução de serviços públicos e movimentações financeiras suspeitas que teriam beneficiado integrantes do grupo investigado, com base em evidências colhidas durante apuração preliminar do MPPA que inclui análise de contratos, notas fiscais e rastreamento de transferências bancárias.

O ex-presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, que commandou a autarquia entre fevereiro de 2023 e julho de 2026, nega categoricamente as acusações, classificando-as como infundadas e alegando que a investigação foi articulada como perseguição política coincidente com o calendário eleitoral, reiterando que os valores gastos nas obras somaram aproximadamente R$ 19 milhões.

Ponto de Destaque

O s recursos foram utilizados em três obras estratégicas para o Pará: recuperação do muro do Parque Estadual do Utinga (R$ 900 mil), reforma do complexo técnico-administrativo (R$ 13,6 milhões) e construção do Centro de Apoio ao Visitante (R$ 4,9 milhões).

Repercussão Jurídica e Desdobramentos Imediatos

O MPPA mantém a posição de que indícios de irregularidades foram identificados por meio de documentos oficiais e análises financeiras, destacando o repasse de valores a terceiros após pagamentos à construtora Duas Marias, além de suspeitas de uso de recursos públicos para aquisição de imóveis no exterior e bens de luxo, fatos ainda sujeitos à avaliação judicial.

Nilson Pinto afirmou que sua defesa já solicitou à Justiça a realização de perícia técnica para comprovar a legalidade e a adequação dos gastos, reiterando que os valores estão dentro dos padrões regionais e nacionais da engenharia.

Atenção / Ponto Crítico
Caso a perícia técnica não seja autorizada judicialmente até outubro de 2026, o MPPA poderá pleitear a suspensão dos bens acusados e a abertura de processo por improbidade administrativa.

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