No dia 25 de abril, o ouro fechou em US$ 4.694,5 por onça-troy na Nymex, registrando queda de 0,07% no contrato de dezembro, em meio a movimentos de baixa e estabilização após atingir seu maior nível desde maio, impulsionado por incertezas sobre a política monetária dos Estados Unidos e tensões no mercado de títulos do Tesouro americano.
Contexto Institucional e Movimentação de Mercado
A apuração realizada pela equipe editorial constatou que o ouro registrou seu pico mais recente desde maio, com valor de US$ 4.720 por onça-troy em meados do mês, antes de recuar levemente para US$ 4.694,5 na última terça-feira (25), em dia sem grandes estímulos externos. A volatilidade observada refletiu a ausência de catalisadores diretos, embora persista a pressão sobre os mercados financeiros decorrente da dívida pública americana em níveis históricos e da desconfiança quanto à solidez dos títulos do Tesouro norte-americano. Nesse cenário, o ouro manteve-se como ativo de referência para preservação de valor, enquanto a prata avançou 0,13%, cotada a US$ 68,682 por onça-troy na Comex.
Nos últimos sete dias, os fundos negociados em bolsa (ETFs) de ouro registraram entrada líquida de 46,7 toneladas — o maior volume semanal em dez meses — conforme reportado pelo World Gold Council. Deste total, 30,4 toneladas foram destinadas ao mercado norte-americano e 13,8 à Europa, com o principal ETF global listado nos EUA absorvendo 24 toneladas nos quatro pregões anteriores. Tal movimento indica intensificação da demanda institucional e especulativa, reforçando expectativas de nova valorização do metal precioso nos próximos ciclos.
O uro atinge maior nível desde maio e atrai 46,7 toneladas em fluxo semanal de ETFs, sinalizando renovada confiança dos investidores.
Repercussão Institucional e Perspectivas de Valorização
A presidente do Fed de Boston, Susan Collins, reiterou preocupação com a estabilidade de preços no âmbito do duplo mandato do Federal Reserve, afirmando que manter a taxa de juros em patamares elevados exigirá evidências consistentes de que a inflação está efetivamente em retração.
Especialistas apontam que a sustentação do ouro acima da marca de US$ 4.700 por onça-troy será crucial para confirmar a continuidade da tendência de alta, enquanto o Commerzbank destaca risco adicional decorrente da escalada tarifária entre EUA e Canadá.



