O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes criticou a condução do TSE durante as eleições de 2026, cobrando uma atuação imparcial da Justiça Eleitoral, presidida pelo ministro Kassio Nunes Marques. Em manifestação na noite de segunda-feira (2), o decano do STF afirmou que quem está à frente do órgão que organiza o pleito deve ter a postura de árbitro equidistante prevista na Constituição.
Gilmar Mendes destacou que silêncios e hesitações não são neutros e que essa ausência de manifestações pode abrir espaço para decisões contraditórias e servir de pretexto para ataques ao sistema eleitoral. O ministro reforçou, no entanto, que foi o colegiado do TSE que assegurou que a disputa transcorresse dentro das regras democráticas, embora a solidez do processo não deva depender apenas dessa força.
A Justiça Eleitoral divulgou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu o segundo turno com 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio Bolsonaro, diferença de 4,4 milhões de votos. O horário de votação foi prorrogado até às 19h por decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, após relatos de dificuldades no transporte público pelas campanhas.


