O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), usou a sessão desta quarta-feira (4) para responder a críticas recebidas durante o período eleitoral e condenar ataques direcionados à Presidência da Casa. Sem citar nomes, o senador afirmou que integrantes do Congresso ultrapassaram os limites do debate político ao fazer críticas pessoais contra ele, incluindo publicações nas redes sociais, comportamento que, segundo ele, estaria ligado à tentativa de conquistar apoio entre grupos políticos radicalizados. Alcolumbre também criticou a falta de propostas durante a campanha eleitoral, afirmando que parte dos políticos concentrou manifestações em ofensas, agressões e ameaças em vez de apresentar projetos para áreas como educação, saúde e desenvolvimento econômico.
Ao abordar as críticas ao sistema eleitoral, Alcolumbre questionou a mudança de discurso de quem reconheceu a validade das urnas no primeiro turno, mas passou a contestar o resultado após a segunda votação. O senador lembrou que o mesmo sistema eletrônico foi utilizado para eleger deputados federais e senadores, inclusive candidatos de partidos ligados à oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando: “Foi a tal da mesma urna eletrônica!”. A fala ocorreu em meio à movimentação para a eleição da próxima presidência do Senado. Nesta quarta-feira, o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, anunciou sua candidatura ao cargo e fez críticas à atual condução da Casa. Marinho afirmou que pretende adotar uma gestão sem imposições e com maior participação dos demais senadores. Também acusou o Parlamento de sofrer pressões que prejudicam o funcionamento do Congresso e disse que a pauta da anistia foi impedida de avançar, classificando as pressões como antidemocráticas. Marinho foi coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após o resultado eleitoral, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro declarou apoio ao senador na disputa pelo comando do Senado.



