Na zona oeste do Rio de Janeiro, durante ato de campanha realizada no Estádio Moça Bonita em Bangu, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo estadual, afirmou que o crime organizado "sentou no Palácio Guanabara", criticando a gestão anterior e declarando que o Rio de Janeiro "chegou no fundo do poço", ao mesmo tempo em que destacou o Ideb do estado como o último do país, evidenciando defasagem educacional acentuada.
Contexto Institucional e Histórico da Crise Carioca
A apuração revelou que Paes vinculou a gestão do Estado à influência de organizações criminosas, citando a prisão de ex-secretários como Allan Turnowski, da Polícia Civil, e Raphael Montenegro, da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), ambos acusados de ligações com o Comando Vermelho e esquemas de corrupção estruturados.
Esses elementos reforçam um quadro de deterioração institucional que já havia sido apontado por indicadores como o Ideb, que, segundo dados oficiais, posicionou o Rio como o pior estado em qualidade da educação básica entre todos os unidades federativas brasileiras.
O Rio de Janeiro manteve o Ideb mais baixo do país, refletindo uma defasagem educacional crítica que compromete o futuro de milhões de estudantes.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos Institucionais
A decisão do Supremo Tribunal Federal de tornar réu Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, além de TH Joias e Macário Ramos Júdice Neto, por obstrução à investigação da Polícia Federal sobre vazamento de informações sigilosas em operação contra organização criminosa, intensificou o debate sobre responsabilização de autoridades envolvidas em redes de poder e impunidade.
Paes reforçou sua posição ao afirmar que a atuação da PF foi decisiva para a denúncia, enquanto Lula destacou o papel do magistrado interino Ricardo Couto à frente do Executivo fluminense.



