Entre os dias 15 e 24 de julho de 2026, o Instituto Locomotiva realizou uma pesquisa com 800 mulheres entre 18 e 45 anos que revelou um significativo salto no conhecimento sobre a vacina contra o HPV, alcançando 44% de respostas que afirmam compreender muito bem o tema, contra 38% registrados no ano anterior, embora ainda existam cerca de quatro em cada dez mulheres que não tenham tomado a vacina ou não se lembrem de sua imunização.
Diagnóstico Epidemiológico e Desempenho da Vacinação
A pesquisa, encomendada pelo Instituto Locomotiva e conduzida em parceria com instituições de saúde pública, demonstrou que o aumento no nível de informação — saltando de 38% em 2025 para 44% em 2026 — reflete possíveis avanços nas estratégias de divulgação e acesso à vacina, especialmente entre mulheres com maior escolaridade e renda.
No entanto, o levantamento aponta persistência de lacunas críticas: 40% das entrevistadas não receberam a vacina ou não sabem se foram imunizadas, com os principais obstáculos sendo a desinformação sobre a idade adequada para aplicação, o custo do medicamento e a falta de orientação médica clara, fatores que ainda comprometem a cobertura plena da população-alvo.
Cerca de 20 mulheres morrem diariamente no Brasil devido ao câncer do colo do útero, doença que está entre as principais causas de morte por câncer entre mulheres de até 35 anos
Repercussão Institucional e Desafios para a Cobertura Vacinal
Em resposta ao cenário, o Ministério da Saúde reforçou a importância da campanha de imunização contínua, destacando que a vacina contra o HPV está disponível gratuitamente para mulheres e homens no faixa etária de 9 a 45 anos por meio do Programa Nacional de Imunizações.
Especialistas apontam que o aumento no conhecimento deve ser seguido por maior engajamento na adesão à vacinação, com ênfase na educação em saúde nas unidades básicas e na ampliação do acesso em regiões com baixos índices de cobertura.
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