Entre janeiro e maio de 2025, a Receita Federal identificou a apreensão de mais de R$ 2,3 milhões em medicamentos emagrecedores ilegais oriundos do Paraguai, evidenciando uma escalada sem precedentes no contrabando de substâncias não regulamentadas, enquanto no mesmo período do ano seguinte, o valor das apreensões ultrapassou R$ 47,3 milhões, representando um incremento de 20 vezes em apenas 12 meses.
Contexto Institucional e Evolução das Apurações
A fiscalização da Receita Federal, coordenada pelo Ministério da Fazenda, identificou a entrada irregular de ampolas contendo tirzepatida e outras substâncias GLP-1 não registradas na Anvisa, com procedência suspeita no Paraguai, onde a importação de pequenas quantidades para uso pessoal ainda ocorre sob lacunas regulatórias.
Especialistas da Sociedade Brasileira de Endocrinologia alertam que o uso indiscriminado desses medicamentos pode desencadear pancreatite aguda, hepatites, hipoglicemia severa e complicações digestivas irreversíveis, colocando em risco a saúde pública enquanto o crime organizado se apropria de um mercado estimado em bilhões.
Mais de R$ 47,3 milhões em medicamentos emagrecedores ilegais foram apreendidos entre janeiro e maio de 2026, um aumento de 20 vezes em relação ao mesmo período do ano anterior.
Repercussão Legal e Desafios à Regulamentação
A Receita Federal reforçou as operações nas fronteiras com o Paraguai e implementou protocolos de monitoramento térmico para verificar a integridade das ampolas apreendidas, já que a exposição a altas temperaturas compromete a estabilidade da molécula ativa.
Autoridades da Anvisa e do Ministério da Saúde reiteram que o Mounjaro é o único medicamento emagrecedor autorizado no Brasil e que sua conservação exige refrigeração entre 2 °C e 8 °C, com validade limitada fora dessa faixa para evitar degradação química e perda de eficácia.
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