O relator do caso, ministro Kassio Nunes Marques, deu dez dias para a Procuradoria-Geral da República se manifestar sobre o novo pedido, passo necessário para levar o processo a julgamento. A decisão foi assinada na segunda-feira (26), um dia após as eleições, conforme esperado pelo ministro, que também preside o TSE e havia adiado a análise do tema para evitar interpretações de interferência eleitoral.
A petição solicita, em caráter liminar, a suspensão da prisão até o julgamento e, no mérito, a anulação das decisões que originaram as investigações no inquérito das fake news. Os advogados também pedem a reabertura da fase de instrução e apresentam um parecer técnico que aponta falhas na coleta e preservação de dados digitais, como mensagens do Signal extraídas dos celulares de Mauro Cid por filmagem de tela.
Kassio pretende submeter a revisão ao plenário do STF, cabendo ao presidente da Corte, Edson Fachin, definir a data. Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma em 2025, com votos favoráveis à condenação de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, enquanto Luiz Fux votou pela absolvição. Ministros próximos a Moraes rejeitam a possibilidade de anulação da condenação ou soltura do ex-presidente por meio desse recurso.



