A Polícia Federal evitou solicitar diligências ao ministro do STF André Mendonça, relator original do inquérito sobre os repasses de Daniel Vorcaro à Dark Horse, concentrando as operações no gabinete de Flávio Dino, responsável por investigação paralela ao filme do ex-presidente Jair Bolsonaro, desde a abertura do caso em 22 de julho.
Contexto Institucional e Estratégia Investigativa no STF
Desde a abertura do inquérito pelo ministro relator, a PF manteve silêncio institucional ao não requerer qualquer diligência formal ao gabinete de Mendonça, apesar de transcorridos 50 dias, consolidando uma estratégia que privilegia o trabalho junto ao relator Flávio Dino, que já havia autorizado buscas e apreensões contra alvos como Karina Gama e o deputado Mário Frias, ambos ligados à produção da cinebiografia.
O desenrolar do caso revela tensões institucionais: enquanto Mendonça aguarda prazos processuais para movimentar o sigilo e confrontar suspeitas de proteção política, a corporação federal prioriza a proximidade com um relator considerado alinhado ao novo governo e à atual diretoria da PF, sinalizando uma escolha técnica mais do que ideológica.
A PF descarta pedidos ao ministro relator há 50 dias, optando por investigar Flávio Dino, responsável pela apuração paralela ao filme do ex-presidente.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Processuais
A decisão de não requerer diligências a Mendonça fragiliza acusações de uso de influência para proteger Flávio Bolsonaro, já que o ministro mesmo sem pedidos formais incluiu o senador nos campos investigativos por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção, após reconhecer o patrocínio de Daniel Vorcaro à cinebiografia.
Especialistas apontam que a ausência de atuação direta da PF sobre o gabinete de Mendonça pode gerar impasses processuais, enquanto a abertura do sigilo pelo ministro, motivada pela transparência institucional, pode antecipar novos movimentos estratégicos no decorrer do inquérito.



