Em Belo Horizonte, um grupo de 25 candidatos a deputado estadual e federal pelo PT em Minas Gerais ameaça ajuizar ação judicial contra a Executiva Nacional da legenda, contestando a distribuição irregular de recursos do fundo eleitoral que prejudicou suas campanhas e reivindica a instituição de um piso mínimo de R$ 80 mil por candidatura, independentemente da disputa.
Contexto Institucional e Estrutura de Repasse do Fundo Eleitoral
A apuração revelou que os 25 petistas mineiros – 11 para estaduais e 14 para federais – foram enquadrados no novo grupo G4, criado pela Executiva Nacional após a divisão original em, G2 e G3, e ficaram desprovidos de repasses que variam entre R$ 10 mil e R$ 2,4 milhões, enquanto defendem a criação de um piso uniforme de R$ 80 mil, propondo reduzir em cerca de 7% os valores das candidaturas com repasses superiores para redistribuir os recursos às demais.
Antecedentes indicam que a controvérsia se insere em um cenário de tensão interna no PT em Minas, onde a falta de clareza nos critérios de alocação gerou surpresa entre os candidatos, muitos dos quais já em fase avançada de preparação de propaganda eleitoral, o que ameaça comprometer a efetividade das campanhas majoritárias apoiadas pelo partido.
O grupo insiste na criação de um piso de R$ 80 mil por candidatura, mesmo diante da disparidade que vai de R$ 10 mil até R$ 2,4 milhões.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Estratégicos
O presidente do PT em Belo Horizonte, Guima Jardim, destacou que os petistas foram surpreendidos pela definição dos valores já com as campanhas em andamento e cobrou maior transparência nos critérios adotados pela Executiva Nacional para determinar os repasses.
Diante da impossibilidade de solução interna até o fim de semana, quando o presidente Lula chegará a Belo Horizonte, o grupo já prepara medida liminar na Justiça para garantir o acesso ao fundo eleitoral, sob risco de paralisar a logística das campanhas e comprometer a presença nas inserções partidárias.



