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Pará

MPF ouve comunidades da Foz do Amazonas sobre danos da exploração de petróleo

PorO AntagônicoVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 12:56
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MPF ouve comunidades da Foz do Amazonas sobre danos da exploração de petróleo
Fatos Rápidos da Notícia
  • Comunidades tradicionais do Marajó e da costa paraense denunciaram, em 15 de junho, os impactos da exploração de petróleo na Foz do Amazonas durante a 1ª Audiência Pública e Popular promovida pela Rede GTA no auditório do Ministério Público Federal em Belém (PA);
  • O Protocolo de Consulta do Território Agroextrativista Pesqueiro do Curuanã, construído em oito meses por cinco comunidades pesqueiras de Salvaterra (PA), exige consulta prévia para projetos de exploração de petróleo e gás, criação de unidades de conservação, privatização e cercamento de praias, obras públicas, projetos eólicos ou de mineração, e pesquisas acadêmicas, com custos pagos pelo Estado ou empresa e possibilidade de ação judicial contra avanços sem consulta;
  • O MPF já identificou a omissão das comunidades tradicionais no licenciamento na Foz do Amazonas e afirmou que os próximos meses serão difíceis devido ao fenômeno El Niño, associado ao agravamento do cenário por emissões de combustíveis fósseis.
Resumo Editorial

MPF apura violação do Protocolo de Consulta do Curuanã após comunidades da Foz do Amazonas denunciarem ausência de diálogo e danos ao tráfego de navios na pesca artesanal.

Na 1ª Audiência Pública e Popular sobre os impactos da exploração de petróleo na Foz do Amazonas e no Arquipélago do Marajó, comunidades tradicionais denunciaram, em Belém (PA), a ausência de consulta prévia e os efeitos nocivos do tráfego de navios sobre as atividades de pesca artesanal, evidenciando violação ao Protocolo de Consulta do Território Agroextrativista Pesqueiro do Curuanã e às exigências legais de licenciamento ambiental.

Contexto Histórico e Institucional da Consulta Prévia

Ponto de Destaque

O Protocolo do Curuanã estabelece que as comunidades detêm o poder decisivo para aprovar ou rejeitar projetos que impactam seu território há oito meses de debates entre cinco grupos pesqueiros.

Repercussão Jurídica e Cenários Futuros

Atenção / Ponto Crítico
O s próximos três meses serão críticos para garantir a consulta prévia efetiva à população tradicional na Foz do Amazonas, sob risco de ações judiciais por violação à Convenção 169 da O IT.

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