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Política

Ladrão arrasa R$ 141 mil em transferências não declaradas de deputado Cezinha

PorAlfredo HenriqueVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 20:31
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Ladrão arrasa R$ 141 mil em transferências não declaradas de deputado Cezinha
Fatos Rápidos da Notícia
  • Autoridades e órgãos oficiais acompanham os desdobramentos do tema apurado.
  • Os registros, decisões e dados centrais foram confirmados formalmente.
  • Medidas institucionais e regulatórias permanecem em curso e sob monitoramento.
Resumo Editorial

O furto do celular do deputado Cezinha desencadeou a transferência de R$ 141 mil para conta não declarada no BRB, sob investigação da O peração Transparência.

Em menos de nove minutos, o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) viu seu celular ser subtraído por um indivíduo em uma moto, em plena Vila Mariana, zona sul paulistana, e, imediatamente após, R$ 141 mil foram transpostos por meio de aplicativos de transferência como Pix e TED para uma conta bancária mantida no Banco de Brasília (BRB), instituição financeira cuja conta vinculada ao parlamentar não consta em sua declaração patrimonial ao Tribunal Superior Eleitoral, levantando questionamentos sobre a origem e a legitimidade das movimentações efetuadas.

Apuração do Furto e Investigação da O peração Transparência

A Delegacia Eletrônica registrou formalmente o furto ocorrido na Rua Cubatão, às 12h30 do dia 14 de setembro, conforme boletim de ocorrência assinado pelo parlamentar, que relatou a perda do aparelho por um ladrão ainda não identificado. Em intervalo de nove minutos, como confirmado pelas transações bancárias e pelos registros da operadora, foram executados três movimentos financeiros – um Pix de R$ 84 mil, outro de R$ 16 mil e um TED de R$ 41 mil – totalizando o valor de R$ 141 mil. A O peração Transparência, deflagrada pela Polícia Federal no dia 15 de setembro e alvo direto do deputado, tem como foco apurar uma rede suspeita de negociar vantagens políticas em troca de repasses monetários irregulares para candidatos ou agentes públicos.

Conforme apuração da coluna com base em documentos policiais e declarações oficiais à Justiça Eleitoral, a conta utilizada para as transferências atípicas é mantida junto ao Banco de Brasília (BRB), instituição que, segundo o próprio parlamentar, não foi declarada à Justiça Eleitoral em seus extratos patrimoniais. A omissão da conta gerou estranheza entre os investigadores, que cruzaram os dados com o CNPJ de uma empresa recém-criada em Minas Gerais – com menos de oito meses de existência – para rastrear a origem dos recursos desviados.

O contexto imediato do furto ocorreu três dias antes da operação policial que resultou no mandado de busca e apreensão no endereço do deputado em São Paulo, conforme informado pela assessoria do parlamentar e confirmado pela PF. O episódio intensificou os holerites investigativos sobre possíveis fraudes na contratação de empréstimos e na movimentação opaca de recursos por terceiros.

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