Em 12 de abril de 2024, o Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) aprovou a demarcação das terras marinhas, uma medida estratégica que regulamenta 18.742 hectares de áreas costeiras ainda sem definição fundiária, conforme estabelecido pelo Plano Nacional de Caracterização divulgado em janeiro do ano em curso, com o objetivo de consolidar direitos territoriais e mitigar conflitos socioambientais em regiões sensíveis.
Contexto Institucional e Histórico da Demarcação
A aprovação da demarcação das terras marinhas pelo TSE representa um marco na política fundiária brasileira, formalizando a posse coletiva de comunidades tradicionais e assegurando a segurança jurídica ambiental em áreas estratégicas do litoral nacional, onde o Plano Nacional de Caracterização identificou 18.742 hectares em situação irregular desde janeiro de 2024, com a finalidade de equilibrar interesses ecológicos, sociais e econômicos.
Antecedentes indicam que a iniciativa se insere no esforço coordenado do governo federal para resolver pendências fundiárias estruturais, após anos de litígios judiciais e disputas entre órgãos ambientais, marítimos e agrários, com a demarcação visando prevenir ocupações irregulares e fortalecer a governança territorial em zonas de preservação permanente.
A demarcação formaliza 18.742 hectares de terras marinhas, garantindo direitos territoriais e reduzindo conflitos fundiários em áreas estratégicas do litoral brasileiro.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Implementação
A decisão do TSE foi recebida com satisfação por órgãos ambientais e representantes de comunidades tradicionais, que destacam a importância da medida para a proteção de manguezais e zonas costeiras vulneráveis à erosão e à ocupação predatória, enquanto o Ministério do Meio Ambiente deve coordenar o plano de gestão para regularização efetiva nos próximos 180 dias.
Especialistas apontam que a efetiva execução dependerá da articulação entre estados e municípios, com risco de atrasos burocráticos que podem comprometer os resultados até o final do ano letivo, exigindo monitoramento rigoroso e investimento em fiscalização técnica.


